Governo Mundial à Sombra – Bilderberg Group

Parece cena de cinema: limusines e carros de luxo com vidros esfumaçados rodeados de seguranças e helicópteros chegando a um mesmo destino, o altamente confortável hotel Dolce, Sitges, em Barcelona, na Espanha. Ali, de 03 a 06 de junho de 2010, ocorreu mais uma ‘reunião anual’ do Bilderberg Group, com os 130 maiores chefões da economia, das finanças, da política e da mídia da América do Norte e da Europa, um “clube exclusivo”: é o chamado “governo mundial à sombra”. Desde 1954, a idéia do conselheiro e analista político Joseph Retinger de criar um ‘grupo de controle do mundo’, foi colocada em prática a partir de impulsores iniciais como o magnata norte-americano David Rockefeller, o príncipe Bernhard da Holanda e o então primeiro-ministro belga, Paul Van Zeeland. Inicialmente, o grupo visou combater o crescente ‘anti-norte-americanismo’ que existia na Europa e contestar idéias socialistas novamente fomentadas naquele continente. Assim, a primeira reunião foi realizada no Hotel Bilderberg, em Osterbeck, Holanda, entre 29 e 30 de maio de 1954, surgindo daí o nome do grupo, que se reúne todos os anos (com exceção de 1976).

O grupo tem um núcleo permanente com 39 membros do chamado ‘Steering Comittee’, sendo os demais convidados às reuniões anuais. Nenhum dos participantes pode conceder entrevistas nem pode revelar o que foi dito e ouvido nas reuniões. Todos devem dominar plenamente a língua inglesa, porquanto não há tradutores presentes. Declarações importantes de membros do ‘grupo’ já deram pistas do que se trata a sua organização, como David Rockefeller que disse em uma reportagem à ‘Newsweek’: “Algo deve substituir os governos e parece-me que o poder privado é a entidade adequada para o fazer’; e o banqueiro James P. Warburg já afirmou: “Quer gostem quer não, teremos um governo mundial. A única questão é se será por concessão ou por imposição”.

Esse ‘grupo’, além de poder monetário, bélico e político detém o poder de informações privilegiadíssimas, com o que multiplicam o seu já enorme poder.

Assim como decidiram já antes as invasões do Afeganistão e do Iraque, o ano passado determinaram que ocorra o mesmo com o Irã. Atualmente, conforme estudiosos do assunto, a preocupação maior é com o crescimento da economia da China, que é considerada uma ‘ameaça econômica’ aos seus interesses, dada as repercussões nas sociedades norte-americana e européias. Na reunião desse ano, além do ‘Steering Comittee’, estiveram presentes, entre outros, os presidentes da Fiat, Coca Cola, France Telecom, Telefonica da Espanha, Suez, Siemens, Shell, Novartis e Airbus. Dentre os gurus das finanças e da economia, estiveram o especulador George Soros; os assessores econômicos do governo norte-americano, Paul Volcker e Larry Summers; o secretário do Tesouro Britânico, George Osborne; o influente ex-presidente da Goldman Sachs e da BP (British Petroleum – aquela mesma que provocou o desastre ecológico no Golfo do México), Peter Shilton;  o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellic; o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn; o diretor da Organização Mundial de Comércio, Pascal Lamy; o presidente do Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet; o presidente do Banco Europeu de Investimentos, Philippe Maustad.

Pelo lado do monstruoso poder bélico, entre outros, estiveram presentes o ex-secretário de Defesa de Bush, Donald Rumsfeld; seu assecla direto, Paul Wolfowitz; o segretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen e seu antecessor no cargo, Jaap de Hoop Scheffer.

Interessante notar que, nenhum, absolutamente nenhum órgao importante da imprensa noticiou uma linha sequer sobre essa reunião. Não à toa, pessoas mais informadas afirmam que ‘o mundo vive às avessas, com democracias controladas, tuteladas e pressionadas pelas ditaduras dos poderes financeiros e bélicos’. Além de sabermos que esse ‘grupo’ governa o destino da humanidade à sombra (esqueçam a ONU!), ocultando e fazendo ocultar as realidades, definindo pobrezas e morticínios, mentindo e enganando a partir de privilégios especialíssimos, vale aqui, para nós simples mortais brasileiros lembrar que, George W. Ball, norte-americano ex-Secretário de Estado (de 1961-1968), um dos artífices da ditadura oligárquica-militar do Brasil, participou antes de reuniões desse grupo.

Fontes:

– Opera Mundi – http://operamundi.uol.com.br/

– Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_de_Bilderberg

– Wikipedia – http://en.wikipedia.org/wiki/Bilderberg_Group

– Bildeberg Meetings – http://www.bilderbergmeetings.org

– Granma – http://www.granma.cu/

– Sama Multimidia – http://www.samamultimidia.com.br/port/catalogo/art02-bilderberg.html

– BBC – http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/magazine/3773019.stm

Lista Oficial de Participantes 2010 – http://www.bilderbergmeetings.org/participants_2010.html

Lista de Participantes desde 1954 – http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Bilderberg_participants

Constituição do ‘Steering Committee’ – http://www.bilderbergmeetings.org/governance.html

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Escrever é remédio

ESCREVER É REMÉDIO

“E se, desse ato de se voltar para dentro de si, desse aprofundamento em seu próprio mundo, resultarem versos, o senhor não pensará em perguntar a alguém se são bons versos. […] Uma obra de arte é boa quando surge de uma necessidade. É no modo como ela se origina que se encontra seu valor, não há nenhum outro critério”.

Rainer Maria Rilke in “Cartas a um jovem poeta”.

Um artigo de Jessica Wapner, publicado pela Scientific American (VI – 74),  mencionou a pesquisa da neurocientista Alice Flaherty, do Massachussetts General Hospital e da Harvard University, confirmando os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos,  já aquinhoados por outros cientistas.

De fato, “além de servir como um mecanismo para aliviar o estresse, expressar-se pela escrita traz muitos benefícios fisiológicos”. As pesquisas apontam que escrever, além de “aprimorar a memória” e qualificar o sono, “estimula a atividade dos leucócitos” (inclusive reduzindo a carga viral em pacientes com aids, por exemplo), e até mesmo “acelera a cicatrização após uma cirurgia”.

Já um estudo publicado pela “Oncologist” afirma que “pacientes com câncer que escreviam para relatar seus sentimentos logo depois do tratamento se sentiam muito melhor, mental e fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram e esse trabalho”. A neurocientista Nacy Morgan, principal autora desse estudo  trabalha nas recomendações de incorporação de programas de redação na medicina preventiva para pacientes de câncer. Alguns hospitais começaram a hospedar blogs de pacientes-autores em seus websites à medida que os clínicos passaram a reconhecer seu valor terapêutico.

Alice Flaherty estuda tanto casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) quanto o bloqueio criativo (inibição na escrita), bem como as motivações por trás das publicações na web. Flaherty explica que “localizado principalmente no centro do cérebro, o sistema límbico controla nossas motivações, sejam elas relacionadas à comida, ao sexo, ao desejo ou à resolução de problemas” e “que algo no sistema límbico fomenta o desejo de se comunicar”, concluindo que publicar na web “pode desencadear a liberação de dopamina, algo parecido com os estímulos que sentimos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte.”

Tudo isso é muito positivo para incentivar ainda mais as pessoas a escrever. Escrever é uma forma de arte. A arte-educadora Ana Mae Barbosa, professora da USP, já afirmou que “a arte desenvolve a cognição, a capacidade de aprender” e que “a arte não tem certo ou errado. O importante na arte é poder ousar sem medo, explorar, experimentar e revelar novas capacidades”. Agora também sabemos que, além de desenvolvimento cultural, escrever e publicar é também remédio. Escrevamos, então! Se puristas surgirem no caminho (com respostas sem perguntas) mentalize Manuel Bandeira (um dos maiores escritores de todos os tempos):

Poética

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto
[expediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor

Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no
[dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
[de si mesmo.

De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do
[amante exemplar com cem modelos
[de cartas e as diferentes maneiras
[de agradar as mulheres, etc.

Quero o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

– Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

Manuel Bandeira

in “Bandeira de Bolso” – L&PM , 166 p., p.74-75.

Publicado no Recanto das Letras

http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/2443736

O que fazem os americanos no Iraque

O que fazem os americanos no Iraque

– fazem também no Afeganistão –

– e agora querem fazer no Irã –

“Escrevam-se estas coisas para as gerações futuras, e os que hão-de nascer louvarão o SENHOR.

O SENHOR observa do alto do seu santuário; lá do céu, Ele olha para a terra,

para escutar os gemidos dos cativos e livrar os condenados à morte.”

Sl 101, 21

Há sete anos os americanos furtam o petróleo do Iraque, que invadiram e tomaram com o apoio de seus asseclas britânicos e de mais alguns governos safados. Antes, G W Bush, experiente fraudador de empresas petrolíferas americanas (Arbusto Energy, Bush Exploration Co., Spectrum 7 e Harken Energy) e de um time de handball (futebol americano) do Texas (Texas Rangers), formou um bando amealhando os diretores conhecidos das empresas de petróleo dos Estados Unidos, cujo testa-de-ferro era Richard Cheney. Assim se tornou governador do Texas e, a seguir, com a ajuda do seu irmão Jeff (governador da Flórida) fraudou as eleições em 2000, foi ‘eleito’ pela Corte americana presidente do seu país. Seus ‘amigos’ do bando lhe cobrariam mais tarde. Como sua popularidade tendia a zero, com notória incapacidade de governar, foi incitado pelo bando através de Dick Cheney (então vice-presidente ‘eleito’ com G W) a forjar um ataque terrorista para aplicarem a ‘Doutrina de Choque’. Desse modo, um velho e conhecido agente da CIA no Afeganistão, desde os combates contra os russos (Osama Bin Laden) foi contratado pelo grupelho do Texas. Osama recrutou seus colegas que residiam nos EUA, treinados com a conivência da CIA (muitos agentes acreditavam que o treinamento seria usado em outro país) sob a sigla Al Qaeda. A história mostra que o ataque ao NYTC se tornou maior que o planejado, do mesmo modo que é inexplicável o ataque ao Pentágono ter sido contra um muro e o ‘possível’ ataque à White House ter sido ‘dominado’ por passageiros (as reportagens iniciais da época davam conta que aquele avião fora abatido por um caça americano). Aliás, onde está Osama Bin Laden? Seria possível que, com todo o seu poderio bélico e inteligência militar não fosse possível os americanos terem localizado e detido Osama?

A Cruzada

Depois dos atentados ‘terroristas’ e os discursos em pról de uma ‘cruzada’,visto como ‘salvador da pátria’, G W teve sua popularidade aumentada ao grau máximo. Embora o alvo fosse o petróleo do Iraque, a lenda passada de que os ‘terroristas’ eram treinados no Afeganistão forçou aos espertalhões controladores dos sistemas de energia americanos a clamarem por uma ‘retaliação’. Dessa maneira, sob os auspícios daquela organizaçãozinha que se intitula ‘Nações Unidas’ os americanos invadiram, massacraram e continuam com suas tropas chacinando os afegãos. (E quem é nessa organizaçãozinha que liga pra isso?). Ali no Afeganistão os americanos dominam os principais dutos de petróleo europeus. Continuando na busca de seu primeiro objetivo (furtar o petroléo iraquiano e, a seguir, o iraniano), os americanos inventaram que o Iraque é quem estava subsidiando os ‘terroristas’. Como isso não ‘colou’ junto aos seus asseclas britânicos (o povo inglês duvidou dessa coisa) o grupelho ‘inventou’ que o Iraque tinha armas químicas e desenvolvia armamento nuclear. Enquanto isso, agentes treinados pela CIA iam fazendo seus atentados em diversas capitais européias, em “Rio Centros” que deram certo (o Parasar americano parece irrecusável). Essa historinha de armas químicas ‘pegou’ junto aos britânicos (a adesão mais desejada) e assim, unidos (mais uma pequena cambada) invadiram, massacraram e continuam assassinando indiscriminadamente, a seu bel prazer, os iraquianos. Aos americanos pouco importa se houver ou não iraquianos no Iraque, sejam crianças, mulheres, homens, idosos, cachorros, vacas, porcos, galinhas, árvores, praças, prédios. Tudo pode ser eliminado, menos o petróleo. E eles estão lá, furtando, sugando o petróleo iraquiano (dois milhões e meio de barris por dia; qualquer coisa como 4,5 bilhões de dólares por ano). Mas isso ainda não é o suficiente: o objetivo maior é o Irã (seria porque os iranianos produzem mais de 4 milhões de barris de petróleo por dia – qualquer coisa como 7,2 bilhões de dólares por ano? ‘Claro’ que não! É porque o Irã está desenvolvendo armas nucleares… – tem gente que acredita piamente nisso, ora!).

O que fazem os americanos no Iraque, também no Afeganistão e querem fazer no Irã?

Há um vídeo (que pode ser visto tanto no original em http://www.collateralmurder.com/, como no YouTube em http://www.youtube.com/tch?v=5rXPrfnU3G0 – ali, mesmo com a tentativa do grupelho de cercear já passam hoje de 7.097.500 exibições) publicado por Julian Assange – Editor da WikiLeaks.org e ” Winner of the 2009 Amnesty International Media Award – for exposing extrajudicial assassinations”, dá bem uma idéia da resposta possível do que realmente fazem os americanos onde invadem com o interesse de saquear.

Esse vídeo (requer alto grau de fortaleza dado ao conteúdo – quando o vi senti arrepios pelo corpo todo, enquanto não conseguia conter as lágrimas e, a seguir uma revolta que provocou ânsias em ‘gomítolos’) mostra os fatos ocorridos na manhã de 12 de abril de 2007, no bairro Nova Bagdá, da cidade de Bagdá, no Iraque, descrevendo americanos numa matança indiscriminada de mais de uma dúzia de civis iraquianos e duas crianças ficam gravemente feridas. Dentre os civis, dois funcionários da Reuters foram assassinados (Namir, fotógrafo de 22 anos e seu assistente Saeed de 40 anos). O ataque foi feito através de dois helicópteros de fuzilaria Apache. A versão inicial, publicada pelo The New York Times, dizia que “num bairro a sudeste de Bagdá, confrontos entre as milícias xiitas e as forças americanas deixaram 16 mortos, incluindo dois jornalistas da Reuters” e que “foram mortos quando as tropas em um helicóptero americano disparou para a área onde os dois tinham acabado de sair do carro deles”. Na mesma publicação lê-se que “as tropas americanas afirmaram em um comunicado que 11 pessoas haviam sido mortas: nove ‘insurgentes’ e dois civis” e que “as tropas americanas estavam realizando uma operação quando foram atingidas por fogo de armas leves e granadas propelidas por foguetes”, “chamando reforços e helicópteros de ataque”. “Na luta seguinte, afirmou o comunicado, os dois funcionários da Reuters e nove insurgentes foram mortos”. O tenente-coronel Scott Bleichwehl, um porta-voz da força multinacional de bandidos em Bagdá disse que “não há dúvida de que as forças da coalizão estavam claramente envolvidas em operações de combate contra uma força hostil”. Deslavadas mentiras! (o vídeo agora o comprova).

O ‘website’ oficial da Forças Americanas no Iraque (chamada inoportunamente “Operação Iraque Livre”) publicou nos dias 12 e 13 de julho, um comunicado sob o título “Tiroteio em Nova Bagdá – Força de Coalizão EUA e Iraque matam nove insurgentes e detêm 13” e que os soldados americanos e a Força de Segurança do Iraque, “mataram nove insurgentes e detiveram outros 13 após receberem fogo em 12 de julho, no distrito de Nova Bagdá, zona leste de Bagdá”. O vídeo mostra outra coisa: a verdade, que infelizmente é uma chacina, como tantas outras denunciadas todos os dias pelos iraquianos e afegãos, mas que a mídia nem dá atenção. (E quem é que está preocupado com isso, não é mesmo?).

A Reuters, no dia 16 de julho, requereu ao Pentágono a condução de uma investigação completa e objetiva como assassinato as mortes de seus dois funcionários, pois haviam testemunhas que lançaram dúvidas sobre as explicações dadas. “Nossa investigação preliminar levanta questões sobre a real existência de combates no momento em que os dois homens foram mortos”, disse David Schlesinger, editor-chefe da Reuters. Especificamente, a Reuters queria uma explicação do porquê de as duas câmeras terem sido confiscadas, bem como o bloqueio ao acesso a qualquer câmera a bordo do helicópteros Apache que estiveram envolvidos no incidente, o acesso a todas as comunicações de voz entre a tripulação do helicóptero e forças terrestres dos Estados Unidos, bem como o acesso aos relatórios da unidade envolvida no incidente, nomeadamente um registro de todas as armas tomadas dos ditos ‘insurgentes’ na cena. Entretanto, os americanos se negaram (o vídeo mostra o porquê!).

O site Counter Punch (‘America’s best political newsletter’), no mesmo dia 16, relata que embora os militares americanos tenham afirmado que enfrentaram uma ‘força hostil’ e atiraram após receberem fogo, pedindo apoio aéreo, um relatório preliminar da delegacia de polícia de al-Rashad afirma que os dois jornalistas foram mortos com outras nove pessoas por um ‘bombardeio americano aleatório’ e uma testemunha (Karim Shidakh) garantiu que a aeronave começou a atacar aleatoriamente, matando e ferindo as pessoas e que a Kia (mini-van) tinha chegado ao local para recolher os feridos, sendo as pessoas da van atingidas também.

A clareza da obscuridade

Agora, em 05 de abril desse ano (2010) a WikiLeaks, cujo Editor é Julian Assange (Winner of the 2009 Amnesty International Media Award), após desencripitar e transcrever, publicou o vídeo “Collateral Murder” (Chacina Colateral) que descreve a matança indiscriminada de mais de uma dúzia de pessoas efetuada pelos americanos. A Reuters vem tentando desde 2007, invocando o ‘Freedom of Information Act’, obter esse vídeo, mas sem sucesso. O vídeo mostra que duas crianças envolvidas no resgate de feridos também foram alvejadas pela fuzilaria americana. O vídeo foi filmado desde a mira de um helicóptero de fuzilaria Apache, mostrando claramente o assassinato, sem provocações, de um funcionário da Reuters, além de civis iraquianos e na sequência a morte de outro funcionário da Reuters que estava ferido e o assassinato frio de uma equipe de resgate que tentou salvá-lo. Duas crianças, plenamente visíveis no banco da frente da van de resgate também foram alvejadas sem compaixão.

No dia seguinte (06 de julho de 2010) Bradley Manning, um soldado de 22 anos, analista da Inteligência do Exército dos Estados Unidos, em Bagdá, foi preso em cárcere privado sob a acusação de divulgar esse vídeo. Há uma campanha apartidária mundial pela liberdade do rapaz (veja Help Bradley Manney em http://www.bradleymanning.org/).

Em coletiva de imprensa, o porta-voz do Pentágono afirmou que as operações com apoio de helicópteros de fuzilaria Apache são comuns na busca de pequenas armas entre insurgentes, para preservar as tropas (!??? – pelas leis internacionais de guerra, a Infantaria não é tropa terrestre?).

Quando a luz aparece, os ratos se escondem

Por que os americanos usam dois Helicópteros de Fuzilaria Apache para vasculhar um bairro civil em busca de possíveis pequenas armas de fogo?

Só há uma resposta: desejo de morte, desejo de matar seja lá quem for, basta não ser americano para ser alvo.

Há um ódio desprezível patente em seus atos. Assim como fazem ao aprisionar não-americanos, seja em Bagdá, em Cabul ou Guantánamo: ódio pelo ser humano de outra origem, pois que não reconhecem como seus semelhantes. Os americanos desconsideram os estrangeiros como pessoas. Por isso também, como demonstra o vídeo, usam linguagem de video-game ao assassinar os bagdalis, numa ânsia incontida de atirar, de destruir o mundo não-americano. E, depois, ainda saboreiam ver um tanque americano passar sobre alguns corpos. É comum em tropas americanas violações contínuas das leis internacionais de guerra.

Os soldados fazem de conta que os civis estão armados (no vídeo, dois deles carregam visivelmente câmeras e um outro carrega um tripé – qualquer recruta sabe a diferença) e inventam que estão armados de RPGs, AK47s e o cacete a quatro.

Quando um soldado demonstra preocupação ao encontrar e remover duas crianças, há um menosprezo audível na resposta do comandante que recusa o atendimento pelos médicos militares e ordena ao soldado entregar as crianças feridas à Polícia Iraquiana e que ela se encarregue de buscar algum hospital.

Hillary e sua marionete Obama querem invadir o Irã para não só tomar o petróleo iraniano, mas também para verter o sangue estrangeiro. Até inventou ‘espiões’ russos no intuito de obter respaldo do seu povo nessa insana cruzada contra os não-americanos. É uma ‘bush’ de saias, envenenando a quem se dispor a ouvir sua voz. Seus olhos injetados mostram a sanguinolenta vontade de se vingar de homens, homens que para ela são todos como o Bill (‘os homens são todos iguais’) que a chifrou publicamente, que não consegue dissimular. Já Geoff Morrell (The Pentagon Spokesman) acha tudo engraçado, respondendo com gracejos às perguntas da comunidade internacional sobre as atitudes dos militares americanos no Iraque. Geoff Morrelll sorri, como riem os americanos das piadas sobre árabes. Os americanos acham engraçado as ‘burcas-negras’. Talvez porque tenham viúvas de menos…

“A linguagem política é concebida para fazer com que mentiras soem como verdadeiras e o assassínio parecer respeitável, como querer dar a aparência de solidez autêntica ao vento.”

– George Orwell (citado em ‘Collateral Murder’)

Joseph Shafan

publicado no Recanto das Letras em:

http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2379609

links citados no texto:

http://www.collateralmurder.com/

http://www.youtube.com/tch?v=5rXPrfnU3G0

http://query.nytimes.com/gst/fullpage.html?res=9D0DEED81E3EF930A25754C0A9619C8B63

http://www.usf-iraq.com/?option=com_content&task=view&id=12818&Itemid=128

http://www.reuters.com/article/idUSL1617459520070716

http://www.counterpunch.org/patrick07162007.html

http://www.bradleymanning.org/


Direito de ter direitos

“A cidadania é o direito a ter direitos, pois a igualdade em dignidade e direitos dos seres humanos não é um dado. É um construído da convivência coletiva, que requer o acesso ao espaço público. É este acesso ao espaço público que permite a construção de um mundo comum através do processo de asserção dos direitos humanos.”

(Hannah Arendt)

#diasemglobo – Cala a boca Marinho!

Aquilo (transferido para a boca do Tadeu) não foi um Editorial, mas uma Ordem do Dia, como manuscrita por um general e proclamada em quartel. Cala a boca Marinho!

#diasemglobo é uma campanha que estimula as pessoas a verem o jogo entre Brasil e Portugal, sexta-feira (25/06/2010), em qualquer emissora que não a Globo.

Processo de redução da desigualdade

Processo de redução da desigualdade

Até a Falha de São Paulo não conseguiu esconder (leia abaixo, a íntegra). Além do PIB estar em alto nível, vem crescendo o emprego formal e diminuindo a pobreza.
Interessante notar que, depois da “marolinha” (tão criticada expressão, pelos analfabetos sociais – os piores que há) a queda do número de pobres está numa taxa de 10% ao ano. Isso quer dizer que, “estamos entrando em um processo de redução da desigualdade mais forte que no período de 2003 a 2008”.
As “vivandeiras de plantão” subsidiadas no neo-udenismo ficam cada vez mais inconformadas com uma realidade que nunca lhes interessou: o crescimento do Brasil como nação democrática. As pesquisas (até do Ibope, quem diria?) apontam cada vez o inevitável: a aprovação do governo Lula. Por isso, choram, esperneiam, apelam para agressões verbais e quejandos.
Têm até o desplante de considerar um golpe. Mas a cidadania (o que será, heim?) vai num ritmo que até mesmo meandros causídicos serão detidos. Um viva à liberdade, à igualdade e à fraternidade (que é o que a maioria – 86% – quer)!

São Paulo, domingo, 13 de junho de 2010

Total de pobres deve cair à metade no Brasil até 2014

Ritmo de redução da pobreza se acelera por conta de mais emprego formal

Número de miseráveis, de 29,9 milhões hoje, ruma rapidamente para cerca de 14,5 milhões, ou 8% da população

FERNANDO CANZIAN
DE SÃO PAULO

Mantida a tendência de crescimento médio da economia no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil cortará à metade o número de pessoas pobres até 2014.
O total deve cair de 29,9 milhões para cerca de 14,5 milhões, o equivalente a menos de 8% da população.
Nos anos Lula, até a crise de 2009, o número de pobres (pessoas com renda familiar per capita mensal de até R$ 137,00) caiu 43%, de 50 milhões para 29,9 milhões.
Hoje, a velocidade da queda do número de pobres é ainda maior, de cerca de 10% ao ano, segundo cálculos do economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Pesquisas Sociais da FGV-Rio.
“Estamos entrando em um processo de redução da desigualdade mais forte que no período de 2003 a 2008. O rápido crescimento no início do ano só reforça essa tendência”, afirma Neri.
O economista diz que a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE) mostrou crescimento médio de 5,3% ao ano per capita real (além da inflação) no Brasil entre 2003 e 2008.
Outros especialistas ouvidos pela Folha concordam com essas previsões, consideradas realistas ante a tendência dos últimos anos.
Consideram também viável o país manter um ritmo de crescimento até maior do que a média dos últimos anos. A previsão de crescimento para 2010, por exemplo, já varia de 6,5% a 7,5%.

SALÁRIO MÍNIMO
A diminuição do número de pobres e a ascensão de 31,9 milhões de brasileiros às classes ABC entre 2003 e 2008 estiveram relacionadas, principalmente, ao aumento do emprego formal e da renda do trabalho, à política de valorização do salário mínimo e aos programas sociais, como o Bolsa Família.
Para Lena Lavinas, especialista no assunto no Instituto de Economia da UFRJ, a pobreza no Brasil cai especialmente por conta da criação de vagas formais no mercado de trabalho.
“Cerca de 90% dos novos empregos formais nos últimos anos pagam até três salários mínimos (R$ 1.530,00). Isso favorece diretamente os mais vulneráveis”, diz Lena.
Além de criar quase 13 milhões de empregos formais (de 28,7 milhões para 41,5 milhões), o governo Lula patrocinou um aumento real (acima da inflação) de 53,6% para o valor do salário mínimo.
Com isso, o piso básico no país voltou em 2010 próximo ao nível de 1986 -depois de atingir um fosso logo após o governo Collor (1990-92).

PODER DE COMPRA
Por conta dessa recuperação, os R$ 510 do mínimo de hoje (cerca de US$ 280) compram 2,2 cestas básicas, ante 1,4 no início do governo Lula. Nessa comparação, é o maior poder de compra desde 1979.
Ademir Figueiredo, coordenador do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), afirma que a recuperação do salário mínimo “foi o grande “programa social” de Lula”. “Pois ele tem impacto direto sobre o crescimento da renda familiar.”
A construção civil é exemplar dentro dessa tendência. Os salários no setor, que emprega mão de obra pouco escolarizada, aumentaram 19,5% acima da inflação no governo Lula. Já o emprego formal saltou de 1,5 milhão de vagas para 2,5 milhões.
“As contratações devem crescer ainda mais por conta dos investimentos para diminuir o deficit habitacional, na infraestrutura e nos relacionados a Copa e Olimpíadas, que mal começaram”, diz Ana Maria Castelo coordenadora de Projetos da Construção da FGV-SP.

FOLHA.COM
Veja entrevista com o economista Marcelo Neri sobre queda da pobreza
folha.com.br/1016212

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me1306201002.htm

ONU e seu Conselho Americano Pró-Guerra

A reunião do Conselho da Indústria Armamentista, promovida pela ONU, dá mais um passo em direção ao morticínio. Alimentada principalmente pelos EUA, a indústria bélica foi atendida mais uma vez pelo chamado “Conselho de Segurança da ONU”, uma marionete americana montada para grandes espetáculos pré-massacres. Foi assim com o Afeganistão. Foi assim com o Iraque. E está sendo assim com o Irã. Enquanto alisa a cabeça israelense em suas contínuas violações à Declaração dos Direitos do Homem, o Conselho Armamentista da ONU, embasado em suas próprias armas nucleares, busca de todas as maneiras manter seus privilégios. Os americanos e britânicos, inventores de “planos do mal”, falsificam relatórios para, ao menos, “justificarem” seus abusos, sob a complacência da Rússia (afinal, Putin continua massacrando georgianos e outros povos sobre os quais detém domínio), da China (os tibetanos sabem disso), da França (americanos que falam francês) e total parcimônia das demais nações. Interessante notar que o Líbano se abstém. Ora, o Líbano, um enclave israelense-sírio na ONU, serve sempre de acobertamento dos genocídios de Israel e Síria. Como a Liga das Nações, a ONU está falida. Salve-se quem puder!